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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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Belém prepara hospedagens alternativas para a COP30

Com a expectativa de receber 50 mil visitantes, a capital paraense ainda enfrenta impasse na rede hoteleira e adapta motéis, escolas e casas para atender à demanda. Governo aposta em transatlânticos, pavilhões e uma plataforma oficial para organizar as reservas.

Belém prepara hospedagens alternativas para a COP30
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O preço dos hotéis em Belém se tornou um dos pontos de tensão da COP30, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas que acontecerá em novembro.

A cidade deve receber cerca de 50 mil visitantes, incluindo delegações de mais de 190 países, cientistas, empresários e representantes da sociedade civil, e ainda enfrenta uma corrida contra o tempo para ampliar a oferta de hospedagem.

Enquanto os pavilhões que vão abrigar as negociações climáticas já começaram a ser montados, a rede hoteleira tenta se adaptar.

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Além de hotéis residências, escolas estão sendo preparadas para receber participantes, e motéis da cidade passaram por reformas para funcionar como pousadas temporárias.

Em um deles, as camas dos 22 quartos estão sendo trocadas, as paredes ganham pintura mais sóbria e os espelhos serão cobertos com placas de madeira.

Segundo o responsável pelo local, a mudança foi feita após o pedido de um consulado, mas a reserva ainda não foi confirmada.

Na mesma linha, uma vila exclusiva está sendo construída numa área de 6 mil metros quadrados para receber 30 executivos de uma empresa de São Paulo.

 — Foto: GloboNews

As estruturas, feitas com cobertura de plástico reciclado e rejeito de açaí, foram adaptadas a partir de modelos usados em eventos.

Para tentar organizar o setor, o governo federal lançou uma plataforma oficial de hospedagens, que por enquanto só pode ser usada por delegações diplomáticas.

Parte delas ficará em transatlânticos que ficarão ancorados no porto da capital paraense, 800 cabines já estão reservadas.

A expectativa é que a plataforma passe a receber o público geral a partir da próxima semana, com mais de 2 mil imóveis cadastrados e diárias que podem chegar a até 600 dólares (cerca de R$ 3.300).

 

Segundo o governo, as negociações seguem com hotéis e imobiliárias. “Estaremos diuturnamente negociando para contemplar não só os países membros, mas também toda a sociedade civil, os observadores e o empresariado”, afirmou um representante.

Países pediram retirada do evento de Belém

Na última quinta-feira (31), o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, afirmou que países têm pressionado o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade por causa do alto preço cobrado pelos hotéis da capital paraense durante o evento, previsto para novembro de 2025.

A declaração foi feita durante um encontro realizado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE) em parceria com o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás).

"Há uma sensação de revolta, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento, que estão dizendo que não poderão vir à COP por causa dos preços extorsivos que estão sendo cobrados”, afirmou Corrêa do Lago.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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