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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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Após França, escândalo das bonecas sexuais infantis chega ao AliExpress na Espanha

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Após França, escândalo das bonecas sexuais infantis chega ao AliExpress na Espanha
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A organização de consumidores Facua denunciou nesta segunda-feira (17) ao Ministério de Consumo e à Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) a venda de bonecas sexuais com aparência de crianças na plataforma AliExpress. Embora os anúncios não promovam explicitamente as bonecas como produtos para masturbação masculina, destacam traços infantis e reforçam o caráter sexual dos produtos.

O caso lembra um escândalo recente na França, envolvendo a Shein, que oferecia bonecas com aparência de meninas como “brinquedos para homens”. A Fiscalia de Paris abriu quatro investigações sobre esses produtos, incluindo a AliExpress e a Shein, e o governo francês chegou a suspender temporariamente o acesso à plataforma de comércio online.

Em Espanha, as bonecas começaram a ser vendidas pelo AliExpress com descrições como “cara linda e infantil”, “boca que se abre”, “cavidade oral simulada”, além de mencionar termos como “jovens” ou “crianças”. Alguns modelos têm aproximadamente 120 cm de altura e são vendidos entre 241 e 442 euros.

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Segundo a Facua, uma das empresas que comercializa essas bonecas está registrada na província chinesa de Hunan e se chama Changsha Qiushang Mingzhu Technology Co., Ltd.. Embora alguns modelos tenham sido retirados da plataforma, outros continuam à venda.

A organização aponta que os anúncios violam a Lei de Garantia Integral da Liberdade Sexual e a Lei Geral de Publicidade, que proíbem publicidades que promovam violência ou estereótipos prejudiciais a crianças, adolescentes e mulheres.

A Facua lembra ainda que, entre 24 e 27 de novembro, o Parlamento Europeu votará em Estrasburgo uma resolução sobre a venda online de produtos ilegais na União Europeia, esperando que os eurodeputados cobrem investigação da Comissão Europeia e medidas para garantir o cumprimento da Lei de Serviços Digitais.

 

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): (FACUA)

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