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Admirador de Trump e Bolsonaro, economista vira fenômeno eleitoral na Argentina

Estreante como candidato, Javier Milei se tornou líder da terceira força política em Buenos Aires

Admirador de Trump e Bolsonaro, economista vira fenômeno eleitoral na Argentina
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Admirador das gestões de Jair Bolsonaro e de Donald Trump, o economista Javier Milei vem conquistando espaço na política argentina e surpreendeu ao obter 13,7% dos votos da capital nas eleições primárias, realizadas no último domingo (12).

Filiado ao partido La Libertad Avanza, Milei possui um estilo irreverente e apresenta em seus discursos fortes críticas ao socialismo. É defensor ferrenho do liberalismo econômico, contrário ao aborto e a favor da liberação do posse de armas

Milei foi o responsável por levar o seu partido nanico ao terceiro lugar nas eleições primárias, desafiando o tradicional bipartidarismo na Argentina. Aos 50 anos, o economista é estreante na política e já se tornou um fenômeno urbano não apenas entre classes mais ricas, mas em bairros pobres e, principalmente, entre jovens.

– Antes, ser rebelde era ser de esquerda, e, agora, o status quo é de esquerda. Por isso os mais jovens, que são rebeldes, abraçam o contrário das ideias de esquerda. Além disso, estão há menos tempo sendo doutrinados no sistema educacional que, na Argentina, forma escravos da religião do Estado – declarou Milei.

Apesar de ser considerado de “ultradireita” pela mídia argentina, Milei defende também a liberação das drogas e o casamento gay. A forte audiência que atrai faz com que ele esteja sempre presente nos principais programas de TV.

Caso mantenha o bom desempenho nas próximas eleições, o economista deve ser eleito deputado.

Os candidatos do próximo pleito que concorrerão à Câmara e ao Senado foram escolhidos pelo povo argentino no último domingo. Os resultados representaram uma vitória para as forças políticas de direita, como o Juntos pela Mudança e o partido de Milei.

A aliança peronista Frente de Todos, por outro lado, ficou muito aquém do esperado, o que significou uma derrota para o governo de Alberto Fernández. Após o resultado, cinco ministros entregaram seus cargos.

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