Integrantes do Partido Liberal (PL) têm demonstrado preocupação com um possível cenário envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2026. O receio gira em torno da possibilidade de prisão caso ele compareça a um consulado brasileiro nos Estados Unidos para votar.
Segundo membros da sigla, há o temor de que Eduardo seja detido ao entrar em uma representação diplomática brasileira, onde atuam adidos da Polícia Federal, por eventual ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Eduardo Bolsonaro é alvo de investigação conduzida por Moraes, relacionada a uma suposta tentativa de coação no julgamento da chamada trama golpista. De acordo com aliados, o ex-parlamentar teria optado por permanecer nos Estados Unidos justamente para evitar uma possível prisão no Brasil.
Nos bastidores, a expectativa é de que Eduardo só retorne ao país em um cenário político favorável, especialmente em caso de vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, em uma eventual disputa presidencial. Flávio já sinalizou que, se eleito, pretende conceder anistia aos condenados pelos atos ligados à trama investigada.
Paralelamente, uma ala do PL defende a possibilidade de Eduardo Bolsonaro integrar uma chapa como suplente ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. No entanto, o nome que encabeçará essa candidatura ainda não foi definido pelo partido.
Para poder votar no exterior, Eduardo precisa se cadastrar junto à Justiça Eleitoral até o dia 6 de maio de 2026. Nessa modalidade, conhecida como voto em trânsito, ele poderá escolher apenas o candidato à Presidência da República.
Com informações do jornalista Igor Gadelha.
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