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Domingo, 10 de Maio 2026
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Quando TRABALHAR vira CRIME

“Sim, pode me dar problema, mas eu preciso alimentar meus filhos...”

Quando TRABALHAR vira CRIME
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Minha filha fez aniversário no dia 25/03 e, diante da realidade fraudêmica, comprei seu presente pela internet e, como o presente chegou antes do dia, ela abriu, adorou ficou feliz e pronto. Porém, em seus 32 anos de vida, ela nunca passou um aniversário sem abrir um presente.

Pensando nisso, no dia 24, resolvi ir ao centro da minha cidade ver se eu conseguia comprar alguma coisa para que ela abrisse no dia 25.

A maioria das lojas estão atendendo no modo delivery, mas alguns vendedores quando nos veem olhando as vitrines, vêm falar conosco e quando dizemos o que queremos, eles abrem a loja, olham para ver se não tem fiscal por perto, nos colocam para dentro e pedem que nos escondamos atrás de montes de caixas, como se estivéssemos ali para comprar drogas, armas ou qualquer outro produto ilícito. Sim, inacreditavelmente, as pessoas têm que trabalhar escondido.

Durante a minha procura, eis que me deparo com uma loja totalmente aberta. Parei em frente e a vendedora veio falar comigo. Nessa loja vende-se, também, pijamas e eu disse que gostaria de comprar um. Ela pediu que eu entrasse. Eu disse a ela que poderia me mostrar e que eu escolheria do lado de fora da loja. Ela insistiu para eu entrar entrar e eu lhe perguntei:

- Mas isso não vai lhe dar problema?

Ela me respondeu:

- Sim, pode me dar problema, mas eu preciso alimentar meus filhos, pagar meus funcionários, pagar as minhas contas e, inclusive, pagar os meus impostos que continuam sendo cobrados.

Ainda bem que eu adorei o pijama para minha filha, pois eu jamais sairia dali sem comprar algo.

Mesmo que eu não tivesse gostado, eu teria comprado. A coragem daquela mulher me encheu de orgulho! E ainda comprei uma almofada.

Em uma única tarde - sem gastar muito dinheiro - ajudei a movimentar o comércio da minha cidade: a floricultura, onde encomendei rosas; o restaurante, onde comprei uma marmita para um rapaz que pedia comida; as meias, que comprei de um senhor que as vendia na rua; a loja de festas, onde comprei bugigangas; a lanchonete onde comprei um suco e o Uber em que voltei para casa.

Voltei feliz, achando que o pouco que fiz, junto com o pouco que outros fizeram, ajudaram - mesmo que infimamente, o comércio.

E a coragem daquela mulher me encheu de orgulho!

 

Fonte/Créditos: Aliados Brasil Oficial

Créditos (Imagem de capa): Google

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