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Petrobrás será tema fundamental da campanha 2022

Petrolão e esclarecimentos ...

Petrobrás será tema fundamental da campanha 2022
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Só se Jair Bolsonaro for burro - e parece que ele não é -, a Petrobrás deixará de ser um tema central da campanha presidencial 2022. O tema reúne várias questões que precisam ser debatidas seriamente pelo cidadão-eleitor-contribuinte. Todas afetam, diretamente, os candidatos envolvidos na corrida (maluca) ao Palácio do Planalto. Corrupção no Petrolão, Preço (elevado) dos Combustíveis que precisa baixar, Reestruturação da petrolífera para focar em exploração de petróleo - e não exploração do consumidor, Privatização, abertura de capital, desestatização e uma pergunta básica: a quem interessa, realmente, uma empresa de economia mista? À União (sócia controladora majoritária? Aos empregados bem remunerados da “estatal”? Ou à população brasileira?

 

 

 

O escândalo do Petrolão precisa ser discutido seriamente, porque produziu vários cadáveres que continuam insepultos. A Lava Jato foi dizimada pelo Supremo Tribunal Federal (que “descondenou” Lula da Silva) e desmoralizou o ex-juiz Sérgio Moro (considerando-o “suspeito”, o que justificou a anulação dos processos e o absurdo “extermínio” de provas a partir da primeira instância judicial. O Superior Tribunal de Justiça também deu sua “contribuição” à impunidade, perdoando vários acusados de peso, principalmente Antônio Palocci Filho (que delatou a sim mesmo e revelou fatos concretos sobre todo o esquema de corrupção de assaltou a Petrobrás). O STJ perdoou os tesoureiros petralhas e salvou, inclusive, Marcelo Bahia Odebrecht, dirigente da empresa que tinha um setor de “operações estruturadas” (KKK) para gerenciar a “roubalheira” de modo profissional.

 

 

 

O Petrolão ainda tem pontos gravíssimos que precisam ser esclarecidos - inclusive pelo Governo Federal. Por que a Petrobras indenizou milionariamente os investidores internacionais, porém, até agora, não deu tratamento idêntico aos investidores minoritários brasileiros que foram igualmente lesados pela corrupção estruturada pelo regime petralha e seus comparsas? O Presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, nunca trataram do assunto abertamente, em público. Embora seu estatuto social preveja o contrário, a Petrobras recorre ao Poder Judiciário (aquele mesmo que tem promovido a impunidade no País) para não pagar indenizações estabelecidas nas arbitragens legalmente realizadas na câmara específica da Bolsa de Valores (B3).

 

 

 

Em vez de apenas “especular” sobre reduções nos preços dos combustíveis (que não dependem do Presidente da República, mas de decisão da Petrobras (que atrela tudo à cotação do barril de petróleo no mercado internacional), Bolsonaro também deveria colocar em debate o critério que a “estatal de economia mista” utiliza para pagar elevados e irreais dividendos aos acionistas daqui e de fora. Logicamente, a acionista majoritária (União Federal) beneficia o caixa do Tesouro Nacional. Mas um dilema fica no ar: se a empresa tem recursos para pagar dividendos tão altos, então também tem recursos para indenizar “minorotários” lesados no Petrolão. O que o Presidente da República tem a dizer sobre esse problema gravíssimo? Será que falará disso na campanha? Algum adversário ou eleitor vai provocá-lo?

 

 

 

Resumindo: Bolsonaro tem de apertar Lula sobre a roubalheira do Petrolão. Também tem de cobrar de Sérgio Moro uma posição oficial sobre a “descondenação” do poderoso chefão petralha na Lava Jato. Até agora, fica a impressão de que Moro está com vergonha (?) de defender a operação que o transformou em “super herói” nacional. Por enquanto, Moro só ataca Bolsonaro, e poupa Lula? Ninguém coloca em debate a Petrobras, e o modelo “capimunista” tupiniquim, que é a causa da corrupção estrutural e sistêmica?

 

Jorge Serrão no 3 em 1: Petrobras será o grande tema da campanha eleitoral de Bolsonaro. E a necessidade de não se votar nem em ladrão, nem em corrupto e nem em traidor em 2022. https://youtu.be/a1Fnw4Kg8m4

 

Imperdível - Assista à entrevista do Direto ao Ponto, comandada pelo mestre Augusto Nunes, com o líder garimpeiro José Altino Machado. O mais bacana é que o programa de 06/12/21 consegue a façanha editorial de desagradar todo mundo apontado como executor de malfeitos na Amazônia. Confira em: https://youtu.be/BCSOhrV2Yw4

Basta de Impunidade - A sociedade brasileira honesta e trabalhadora não aguenta mais a omissão das autoridades - sobretudo as da área de segurança - diante da ousadia do organizado Crime Institucionalizado. Basta!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.

 

Email: - serrao@alertatotal.net

 

Twitter - @alertatotal

 

Instagram - @jorgeserrao13

 

© Jorge Serrão.7 de Dezembro de 2021. Reprodução livre, desde que identificada a fonte original.

Fonte/Créditos: https://www.serrao.jor.br/post/petrobr%C3%A1s-ser%C3%A1-tema-fundamental-da-campanha-2022

Créditos (Imagem de capa): serrao.jor.br

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