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Segunda-feira, 11 de Maio 2026
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No Bolsa Banqueiro não vai nada?

Notícia Boa!!!!

No Bolsa Banqueiro não vai nada?
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Notícia boa: O Presidente Jair Bolsonaro deixa o hospital, depois de uma crise de “intestino preso”. Não precisou de cirurgia, nem de pedido de habeas corpus ao Supremo Gilmar Mendes, para “mandar soltar” o “meliante”. Notícia péssima: O País continua na UTI, sem previsão de alta, porque o regime do Crime Institucionalizado continua “soltinho da silva” (sem trocadilho infame com o sobrenome). Tudo fica mais horrendo com as mortes atribuídas ao Covidão (que potencializa comorbidades) e pelos brutais assassinatos de 60 mil brasileiros por ano, em homicídios não-solucionados.   

 

Para piorar, nossos “Donos do Poder” (royalties para Raimundo Faoro) continuam agindo e raciocinando intestinalmente. Uns culposa, outros dolosamente. A falha estrutural básica nos atrapalha, induz os “bem intencionados” a erros ou beneficia os infratores. O problema se agrava porque o Brasil da Corrupção, Cartório, Cartel e Capimunismo é ruim em soluções práticas concretas, objetivas, verdadeiras. Porém, é craque em copiar “ideias fora do lugar” (royalties para Roberto Schawarz, no magistral livro “Um Mestre na Periferia do Capitalismo”, sobre o gênio-imortal Machado de Assis).

 

Vamos no popular: O Establishment segue fazendo “cagada”, e os brasileiros não podem nem devem “cagar e andar” para tanta sujeira e besteira. Está em curso uma sabotagem promovida pelo Poder Supremo, sua Justiça Eleitoral e dos partidos políticos (Estado-dependentes) contra a Transparência e Segurança Eleitoral. O regime quer a manutenção dde outro “TSE”: o Trâmite Sigiloso Eleitoral. Rejeita o aprimoramento do sistema de escolha dos representantes políticos. Jogará tudo contra a aprovação da PEC 135, que institui a impressão do voto pela urna eletrônica para “auditoria” (que dependerá da vontade de um magistrado eleitoral) ou, do que seria ideal, a recontagem pública (filmada, fiscalizada) do voto.

 

Enquanto sabota a impressão do voto pela urna eletrônica, o mesmo Estamento Burocrático eleitoreiro e seus cartórios (ops, partidos) aplicaram o golpe do Fundo Partidário. Agora, é previsível que aconteça em jogo de cena. A fim de ficar bem com a maioria do eleitorado, que ficou “pt da vida” com o Fundão, o  Presidente Jair Bolsonaro deverá vetar a destinação de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Partidário antiético, imoral, indecente e desnecessário. Acontece que a atitude de Bolsonaro deve valer nada. O Congresso Nacional tem tudo para derrubar o veto na votação final da Lei Orçamentária Anual. Na pior hipótese, depois de muitas negociações (ou negociatas), os partidos vão chantagear o Presidente, ameaçando-o com o “facão do impeachment”, para que, no final, seja aprovado um valor menor, uns R$ 2 bilhões (ou muito mais) para o Fundão.

 

Enquanto a polêmica sobre o Fundão entra na ordem do dia, outras medidas econômicas acontecem, em benefício de outro segmento importante dos “Donos do Poder”: os banqueiros. Pouca gente se ligou que entrou em vigor na quinta-feira (15 jul) a Lei 14.185/21, que autoriza o Banco Central (BC) a remunerar depósitos voluntários das instituições financeiras. A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, batizou a regra de "Bolsa Banqueiro, sem limite e sem justificativa", que "pretende legalizar a insustentável remuneração diária aos bancos".

 

Detalhe: Antes de sancionada por Bolsonaro, a lei foi aprovada pelo parlamento (o mesmo que deseja o Fundão partidário e não está muito a fim de voto impresso).  A Agência Câmara informou que “os depósitos voluntários vão funcionar como um instrumento alternativo”. A “boa intenção” é “reduzir, significativamente, a Dívida Pública”. Acontece que a fórmula pode ser “artificial”. Na realidade, tende a beneficiar os bancos, pois será o Banco Central (“Independente”?) quem definirá a taxa de remuneração. Atualmente, o BCdo B administra a quantidade de dinheiro no sistema bancário por meio da venda, com compromisso de recompra, de títulos públicos de sua carteira. São as chamadas operações compromissadas, que entram no cômputo da dívida pública do Governo Federal.

 

O Brasil do Fundão Partidário e do “Bolsa Banqueiro” tem de arrumar mais recursos no orçamento federal para ampliar o Bolsa Família (uma das mais eficientes “armas” para conquista do voto do eleitorado mais carente, sobretudo no Norte/Nordeste, e na periferia caótica dos centros urbanos). Assim, o País segue clientelista e patrimonialista, apesar do esforço do Ministério da Economia em criar facilidades de crédito e desregulamentação para beneficiar pequenas empresas realmente empreendedoras e geradoras de emprego. Assim vamos nos equilibrando entre pequenos-grandes avanços e o gigantesco e persistente atraso, junto com “ideias” copiadas (ou impostas) de fora para dentro, nem sempre adequadas à realidade e à cultura (brasileiras).

 

Contradição curiosa: Os banqueiros - que continuam faturando numa boa - são os grandes financiadores dos ataques contra Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes (economista liberal oriundo do mercado financeiro). Os bancos são quem ainda sustentam a mídia falida tupiniquim que anda sofrendo da crise de abstinência por verbas publicitárias federais - e por isso tem Bolsonaro como inimigo natural e prioritário. Até a eleição, Bolsonaro vai apanhar muito (e cada vez mais) dos “Donos do Poder” e seu regime do Crime Institucionalizado.

 

Enquanto isso, o Congresso Nacional (que deseja o Fundão e não quer eleição transparente) também vai tratar da Reforma Tributária (antes da Reforma Administrativa, porque o Estamento Burocrático não quer diminuir de tamanho, nem de gasto, muito pelo contrário). Novamente, o Brasil adota, na essência da proposta, o modelo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A crítica básica é que o modelo proposto, padronizado pelo “globalitarismo”, pode não servir à complexa realidade tributária brasileira. è assim que vamos (que não vamos) para mais um arremedo de reforma.

 

No “Bolsa Banqueiro” não vai nada? Provavelmente, não! Mas no bolso de quem trabalha para comer, produzir e gerar emprego existe o risco de os impostos continuarem altíssimos e impagáveis. Será que o cachorro continuará correndo atrás do próprio rabo, enquanto o poste estatal mija em sua cabeça? Parece que sim…

 

Sendo obrigatoriamente realista: O Presidente Bolsonaro, que agora luta pela saúde, pela sobrevivência política imediata e pela reeleição, ainda não conseguiu cumprir grande parte das promessas da campanha de 2018. Bolsonaro terá de virar esse jogo, ou os “Donos do Poder” vão emplacar outro “vencedor”. A maioria do povo segue clamando por mudanças, nas redes sociais e nas ruas. Só que o Establishment é quem segue ditando as ordens, no regime do Crime Institucionalizado que Bolsonaro, infelizmente, ainda está longe de neutralizar e (por milagre) vencer. Resumindo: Seguimos na M… Com Intestino preso ou soltinho da silva...

Releia o artigo: Bolsonaro veta Fundão? Congresso “desveta”

Contra a Corrupção - Mensagem do professor Valdemar W. Setzer, do Departamento de Computação Científica da USP: “Apreciei seu artigo "A obstrução intestinal do Brasil" no Alerta Total de anteontem. Dê uma olhada em uma petição que eu criei, a respeito da corrupção nas áreas da saúde e educação - http://chng.it/tjxYfVgZ

 

 

 

 

 

 

 


 

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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Julho de 2021.

Fonte/Créditos: https://www.alertatotal.net/2021/07/no-bolsa-banqueiro-nao-vai-nada.html?m=1

Créditos (Imagem de capa): www.alertatotal.net

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