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Quarta-feira, 13 de Maio 2026
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E se Bolsonaro não for candidato em 2022?

Grande Tarcísio: “Asfaltador-Geral da República”

E se Bolsonaro não for candidato em 2022?
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Bolsonaristas e petralhas, acalmai-vos. Vocês são convidados a fazer um exercício de ficção política. A provocação: E se Jair Messias Bolsonaro, que tem direito constitucional a disputar sua reeleição, não for candidato em 2022? Há duas possibilidades cientifica e legalmente possíveis para isso. A) Bolsonaro pode desistir da disputa, por motivos pessoais, íntimos ou por estratégia política surpreendente; B) O “Poder Supremo” - que neste caso não é o povo - pode lhe aplicar o golpe de torná-lo inelegível, por condenação em algum dos oito inquéritos (praticamente processos) abertos (até agora) contra ele. Tudo é possível no Brasil do regramento excessivo, com rigor seletivo ou perdão conveniente, conforme a vontade dos “Donos do Poder”.

 

O Presidente Bolsonaro já avisou, diversas vezes, que ainda não decidiu se vem candidato à reeleição. Muita gente, no próprio “bolsonarismo”, mas, sobretudo, da oposição, não acredita nisso. Aliás, para não ser acusado de fazer campanha antecipada, o Presidente nem pode afirmar que tem esse objetivo reeleitoral. Por isso, ainda no campo fértil da especulação, vale perguntar: se Bolsonaro não quiser ou for impedido, por algum motivo, de ser candidato, quem poderia ser o substituto que ele apoiaria? O nome que surge mais forte, nessa hipótese, nas condições políticas atuais de pressão e temperatura é de Tarcísio de Freitas - ministro da Infraestrutura. A imagem dele se consolida como tocador de obras, principalmente das inacabadas pelos governos anteriores de Dilma/Temer. Tarcísio é apelidado, para o bem ou para o mal, de “Asfaltador-Geral da República” (KKK).

 

Tarcísio Gomes de Freitas tem uma identidade com Bolsonaro, além da amizade e confiança que um tem no outro. Ele também foi Capitão do Exército Brasileiro. Pequena diferença que Bolsonaro saiu de forma conflituosa do EB para ingressar no mundo da Política. Tarcísio é Engenheiro Militar (formado pelo IME), onde obteve a maior média histórica do curso na instituição. Tarcísio foi chefe da Seção Técnica da Companhia de Engenharia do Brasil na missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti. Deixou as Forças Armadas para ingressar, por concurso, na Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. Tem experiência no mundo legislativo e na burocracia, pois foi coordenador-geral da auditoria na área de transportes da Controladoria Geral da União (CGU).

 

Em 2011, na gestão Dilma Rousseff, Tarcísio foi indicado pelo General Jorge Fraxe para “fazer uma faxina” como diretor-executivo do Dinit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Em 2014, ascendeu à Direção-Geral do órgão. Em 2015, tornou-se como secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), responsável pelo programa de privatizações, concessões e desestatizações. Missão quase impossível em um governo (estatizante) do PT. Por ter domínio da máquina, conhecer como funciona o “Mecanismo” por dentro e ser um negociador com fama de conciliador, Tarcísio sobrevive em um meio e um cargo explosivamente suscetível à sedução da corrupção. Até hoje, nunca foi acusado ou denunciado por qualquer deslize moral, ético ou funcional.

 

Na hipótese de Bolsonaro não ser candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas se transforma em um nome forte, alternativo, para a disputa ao Palácio do Planalto. O vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão seria um sucessor natural de Bolsonaro. Acontece que ambos romperam pessoal e politicamente. Por lealdade, Mourão já repetiu, diversas vezes, que apoiará o Presidente até o último dia de governo. O general já avisou, também, que jamais “bateria chapa eleitoral contra Jair Bolsonaro”. Tudo indica que, se realmente optar por continuidade na vida política, Mourão se candidate ao Senado, provavelmente pelo Rio Grande do Sul. Se Bolsonaro disputar a reeleição, “Capitão” Tarcísio é cotado para ser o próximo vice de Bolsonaro ou, até, para uma nada fácil disputa do governo de São Paulo. O problema é que não parece uma opção tentadora enfrentar a dupla Geraldo Alckmin e Márcio França - quase certos candidatos ao Palácio dos Bandeirantes pelo PSD presidido por Gilberto Kassab.

 

Ainda no campo da “ficção política”. Se Tarcísio for candidato a Presidente, quem pode ser seu vice? Um nome fortíssimo nos bastidores é do empresário Carlos Massa, mais conhecido como o apresentador Ratinho, do SBT. Ele também estaria cotado para ser anunciado como o “vice-surpresa” numa (eventual ou muito provável, quase certa) chapa encabeçada por Jair Bolsonaro. Outro nome ilustre seria o do tri-campeão mundial de Fórmula 1. Mas, em vez de vice, ele deve disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, se Bia Kicis vier à reeleição como deputada federal ou candidata ao Governo Distrital. O jogo está abertíssimo. Nada decidido. Tudo é possível.

 

A prioridade política do segmento conservador, para 2022, é eleger o máximo de representantes, com qualidade, e comprometido com reformas e mudanças estruturais, para o Senado Federal. Haverá 27 vagas em disputa. Muitos não devem se reeleger, por imenso desgaste político. Nem adianta reeleger Bolsonaro (ou alguém da confiança dele), se o próximo governo não conquistar uma base forte e consistente de apoio no Senado - que tem travado várias mudanças e que tem a missão de colocar o “Poder Supremo” em seu devido lugar institucional.

 

Resumindo: Se Bolsonaro não disputar a reeleição, a tão decantada “Terceira Via” pode ser Tarcísio Gomes de Freitas. Caso isso aconteça, pode ser o maior “golpe de mestre” de Jair Bolsonaro. Por enquanto, enquetes e pesquisas (verdadeiras ou falsas) indicam um grande desgaste da imagem do governo e do Presidente. O problema é que os números contrastam com aquilo que todos veem nas ruas, em gigantescas manifestações públicas de apoio. O ato programado para 7 de setembro tende a ser um divisor de águas e um fato real para ser levado em conta politicamente, se for (e deve ser) bem sucedido. 

 

A não ser nas enquetes e pesquisas (verdadeiras ou falsas) que apontam o ex-preso especial (nem presidiário de verdade foi) Luiz Inácio Lula da Silva como “favorito” a retornar ao Palácio do Planalto pela terceira vez, a “oposição” não consegue emplacar um candidato viável contra Bolsonaro. O Alerta Total aposta que Lula é candidato-fake - resgatado e reabilitado politicamente pelo Poder Supremo, em golpe contra três instâncias do Judiciário, apenas para “manter o fogo” contra Bolsonaro, desgastando-o e levando-o a cometer algum erro ou excesso que force seu impedimento ou facilite a tática golpista de torná-lo inelegível.

 

Mas, atenção, golpistas de plantão: Com Bolsonaro fora da jogada (por imposição Suprema ou por surpreendente opção própria), Tarcísio de Freitas se torna um candidato com altíssima viabilidade ao Palácio do Planalto. Talvez ele seja até um nome que o Establishment aceite engolir, se ocorrer, em 2022, a repetição da onda conservadora e anti-petista de 2018. Se isso vai acontecer ou não, pouco importa para quem lê este artigo. Legal e divertido foi produzir uma hipótese bem viável de ficção política para 2022.

 

Lamentável é termos de suportar, como cidadãos, a maldita reeleição criada por Fernando Henrique Cardoso. O ideal é a rotatividade de poder, principalmente no Palácio do Planalto, em um regime Presidencialista. Fato concreto e objetivo é que a eleição (ou reeleição) de 2022 dependerá muito do desempenho real da economia e a percepção de melhora das condições, principalmente pelas classes média e baixa. Covidão e período climático de seca, com taxas maiores de inflação, aumento do custo de vida e desemprego ainda prejudicam a imagem do governo Bolsonaro. Se a coisa efetivamente melhorar, e for sentida pela maioria da população, o atual Presidente ou quem ele apoiar são favoritos para a vitória. O resto é conversa fiada…

 

 


#3em1 Jorge Serrão: Sucesso econômico é chave para eleição 2022. Se for bem, @jairbolsonaro ou quem ele apoiar vencem. Se for mal, ou população não perceber melhora concreta, "oposição" leva a melhor https://youtu.be/SebFjoAYFZU      

 

 

Enquete alternativa - O “DataSerrão” (Instituto de enquetes mais picareta das galáxias) realiza, no Twitter @alertatotal a perguntinha eleitoral: Se a eleição para Presidente fosse hoje e os candidatos fossem esses, em quem o(a) sr(a) votaria? Mais de 30 mil já responderam. Responda você, também… O resultado final sairá no sábado - 

 

Doideira, doideira - É piração total institucional, além de censura descarada e inconstitucional, a decisão fascista do Tribunal Superior Eleitoral de mandar desmonetizar 11 sites conservadores. Mesmo absurdo, tal fato só poderia valer após sentença judicial transitada em julgado. Fora disso, é arbítrio da Jabuticaba Eleitoral. Nada de anormal em um País no qual o fascismo é apoiado, descaradamente, pela mídia.

 

É absurdo qualquer tipo inconstitucional de censura praticada por algumas empresas de "redes sociais da internet". O Legislativo brasileiro deveria aprovar uma Lei que proíba tal abuso e puna quem pratica tamanha inconstitucionalidade.

 

O Brasil está sendo submetido a um fascismo institucional - que não é praticado pelo Presidente Jair Bolsonaro, injusta e canalhamente xingado de "fascista" pela oposição e sua mídia criminosa. Os cidadãos honestos têm de reagir e agir. Liberdade, já!

 

Por isso, soa como revanchismo fascista a decisão de Alexandre de Moraes de botar a Polícia Federal para caçar o deputado Othoni de Paula (por um discurso que ele fez na Câmara) e o cantor Sérgio Reis (pelas recentes declarações polêmicas do sertanejo).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Agosto de 2021.

Fonte/Créditos: https://www.alertatotal.net/2021/08/e-se-bolsonaro-nao-for-candidato-em-2022.html

Créditos (Imagem de capa): www.alertatotal.net

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