A crise institucional brasileira atinge um nível insuportável e gravíssimo. A dúvida ainda é sobre a elasticidade da famosa corda (que, para alguns, já rompeu). A cada instante se reduz o limite para uma ruptura efetiva e explícita. O regime do Crime Institucionalizado segue hegemônico, aparentemente em bases sólidas, porém dá sinais de desespero, pois começa a exagerar nas doses de suas maldades. O abuso de poder, covardia e opressão fogem do controle da bandidagem organizada. Os membros do Estamento burocrático apostam na baixa capacidade de reação do povo e dos adversários (ou inimigos) políticos. Essa avaliação (que pode ser equivocada) carrega o risco de explosão social.
Jair Messias Bolsonaro ainda é uma grande incógnita para o Establishment. O apoio e crescente pressão popular tendem a obrigá-lo a encarar, de verdade, o Mecanismo Criminoso, mesmo contra a vontade íntima do próprio Presidente. Bolsonaro parece um leão que ruge muito, mas morde pouco ou não usa as mandíbulas da soberania de maneira eficaz. O fato concreto é que todos já constataram - inclusive e principalmente Bolsonaro - que não dá mais para agir passiva ou fragilmente diante da ousadia canalha da Cleptocracia. Resumindo: a tendência é que a porrada coma, como nunca antes na História desse País. É questão de pouco tempo.
Desde que deixaram o poder pela garagem do Palácio do Planalto, em 1985, os militares nunca tiveram tão alarmados com a situação institucional. Explicitamente, só poucos generais se arriscam a advertir sobre o risco concreto de uma ruptura violenta, que pode causar (o que os militares não aceitam, de jeito algum) uma divisão até territorial do Brasil. No curto prazo tal risco não existe, mas no médio e longo, se entrarmos em processo de guerra civil escancarada, fica ameaçada a integridade do patrimônio e do território nacional. Por isso, entre os militares (mesmo a contragosto de muitos), se “a famosa corda se romper”, eles agirão. Promoverão uma forma direta ou indireta de intervenção. Os Generais, em recados indiretos da chamada “reserva ativa”, já avisaram que não aceitam o retorno ao poder da esquerda cleptocrática (bandida).
Neste primeiro domingão de agosto (mês do desgosto), o Brasil deve encher a rua de gente em defesa do voto impresso pela urna eletrônica, em favor da recontagem pública dos votos. Mas diante da ousadia criminosa já tem muita gente torcendo para o País encher as ruas de tanques e blindados. A opinião pode nem ser hegemônica (ainda). Mas vai aumentar a cobrança para que o Presidente da República exerça sua soberania, tomando as providências cabíveis, dentro da lei, da ordem e no “quadrado” da Constituição (por pior que ela seja e é). Bolsonaro demarcou um caminho sem volta. Pediu o apoio popular. O povo deu. Agora, vai cobrar do Presidente, com toda intensidade. A margem para passividade e inação chega a quase zero.
O desespero do Establishment e sua mídia é tão grande que os atos desesperados se precipitam. Dois exemplos bem ilustrativos. O primeiro: A Comissão Picareta de Inquisição do Covidão, através dos senadores Renan Calheiros e Humberto Costa, anunciaram que vão pedir a quebra de sigilo (bancário, telefônico, fiscal e o diabo a quatro) de veículos de comunicação “defensores do Bolsonarismo”. A medida abusiva, que extrapola os limites legais e foge totalmente do objeto da CPI, atingiria até uma empresa de mídia tradicional como o Grupo Jovem Pan (no qual sou comentarista político). A CPI, que não consegue provas concretas de corrupção para incriminar Jair Bolsonaro, parte para a completa barbárie. Seus déspotas receberão, com certeza, o troco político. Até porque é de vidro podre o telhado da maioria de seus integrantes.
O segundo exemplo foi uma fakenews (notícia absolutamente falsa), veiculada pela CNN Brasil, sobre uma possível intenção de o Vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão “renunciar”, em função de recentes declarações de Jair Bolsonaro a uma emissora de rádio, reclamando que “Mourão é como um cunhado, que às vezes atrapalha, mas que a gente tem de aturar”. O Vice-Presidente desmontou a mentira, em postagem no Twitter: “Desde 2018 tenho viajado pelo Brasil e muitas pessoas falam que votaram na chapa JB-Mourão por confiar em mim. Em respeito a essas pessoas e a mim mesmo, pois nunca abandonei uma missão, não importam as intercorrências, sigo neste governo até o fim”.
Um recado desses como o do Mourão apavora a oposição. Não só porque ele é o vice de Bolsonaro, mas porque ele é um General de Exército na reserva e, também, o substituto eventual e direto do Presidente. Os militares estão fechados com Bolsonaro. Por isso, o establishment parte para a ignorância de tentar acelerar, no Tribunal Superior Eleitoral, um processo absolutamente descabido para tentar cassar a chapa legitima e legalmente eleita em 2018. Assim, o regime criminoso faz o diabo para tirar Bolsonaro do poder, também impedindo que Mourão eventualmente possa assumir.
Definitivamente, os militares (por mais passivos que pareçam para alguns idiotas) não vão permitir que tamanho golpe institucional prospere. Os criminosos podem testar os limites da passividade geral e “generalizada”. Depois, só não podem reclamar na hora que o troco truculento vier nas ruas, a pé, de jipe ou em tanques blindados. Nas atuais condições de pressão e temperatura política, o pau vai cantar, e não vai demorar… Antes, a Polícia Federal vai tirar muito vagabundo da cama antes das seis horas da manhã... Aguardem que a vacina PFVAC vai descontaminar geral...
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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 1 de Agosto de 2021.
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