Impressionante e patético como os “Donos do Poder” aproveitam fakenews e factóides para criar tumulto e polêmica inútil sobre um risco de “golpe militar” no Brasil. A possibilidade tende a zero. Parece praticamente impossível. Nem as Forças Armadas, como um todo, querem. Nem os militares, isoladamente, desejam. Não existe clima, nem pré-condições concretas para a “intervenção” - cobrada e pregada em atos públicos nas ruas e nas manifestações via internet. O único fato concreto é que os corruptos têm medo do Poder Militar. Só que os Comandantes nem pensam sentar na cadeira (elétrica) da Presidência. O tempo dos Generais-Presidentes passou e não tem volta, ao menos nas atuais condições políticas.
A crise entre os poderes no País acontece independentemente dos motivos alegados no momento - como a questão da aprovação do voto impresso. Ela acontece pelo desequilíbrio de poder gerado pela Constituição de 1988. O Executivo tem falhado no exercício de sua soberania. Por motivação ou conveniência política, aceita o papel de refém do Congresso Nacional - que o regramento constitucional facilita. Por erro de avaliação, também se acomodou diante da ofensiva do Poder Supremo que aproveitou o fenômeno da judicialização da política (ou da politicagem) para exercer hegemonia sobre os demais poderes republicanos.
No meio dos tiroteios da guerra de todos contra todos os poderes, Jair Messas Bolsonaro tem alguns focos políticos para garantir a governabilidade imediata e assegurar uma estratégia política estável para a (quase certa) campanha reeleitoral de 2022. Aposta tudo na (ainda incerta) aprovação da PEC 135 - que institui o voto impresso pela urna eletrônica para “auditoria” ou contagem pública de votos. Bolsonaro surfa na onda que questiona a honestidade e segurança do mecanismo de escolha - dogmaticamente defendido pelos tentáculos do Poder Supremo. Enquanto isso, fortalece seu acordo com o Centrão tendo um duplo objetivo: (1) blinda-se contra risco de impeachment e (2) fecha a porta dessa base aliada volúvel para Lula da Silva.
Já está evidente que Bolsonaro vai “centrar” sua propaganda na melhora da economia, na geração de emprego e no combate à corrupção. Os três fatores neutralizam, naturalmente, seu principal opositor (ou inimigo). A maioria do eleitorado ainda tem viva, na memória, a crítica à incompetência de gestão do PT, sobretudo na (má) gestão Dilma Rousseff, marcada pela alta do desemprego e pela explosão descontrolada de corrupção (que a Lava Jato escancarou e popularizou). Bolsonaro aposta que Lula é um candidato inviável, porque tem consolidada a imagem de corrupto. É muito difícil que seja revertida, no curto prazo, mesmo com a mais eficiente propaganda. O caixão político de Lula será fechado, no Norte/Nordeste, com o aumento do valor do Bolsa Família e com as obras contra a seca.
Por tudo isso, Bolsonaro se abraça, definitivamente, ao Centrão. Os bolsonaristas acabam obrigados a engolir a opção política do seu líder. O pragmatismo fala mais alto. Bolsonaro precisa se filiar a um partido político até outubro. A tendência é pelo Progressistas. Não é à toa que Bolsonaro convidou o presidente do partido, Ciro Nogueira, para ocupar a Casa Civil da Presidência da República. O Presidente só aguarda o desfecho de uma articulação que pode fundir o PP com o DEM e o PSL. A nova sigla deve sofrer alguma depuração, excluindo aqueles parlamentares que rejeitam uma adesão ou já são opositores declarados a Bolsonaro. Se a união der certo, Bolsonaro se filiará a um partido forte politicamente e com muito dinheiro do polêmico fundo partidário - que deve sofrer uma redução, mas continuará bilionário, em função das “conveniências”.
Recomendável é aguardar os próximos e surpreendentes fatos. A sucessão presidencial de 2022 foi prematuramente lançada. Porém, não existe risco de a eleição não acontecer. Da mesma forma como é improvável tanto um “golpe militar” quanto uma eleição de Lula. O companheiro $talinácio é o morto-vivo da política brasileira. O apoio que ele dá a moribunda ditadura cubana ajuda a enterrá-lo. Triste fim do político que desmoralizou a honradez… Vai pra Cuba que o pariu?
#3em1 Jorge Serrão: Chance de golpe de estado no Brasil não existe. Analista critica fake news do Estadão sobre declaração do General Braga Netto. Crime institucionalizado opera a guerra de narrativas. https://youtu.be/71zgc4UTFXI
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Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Julho de 2021.
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