Estamos em uma GUERRA POLÍTICA sem precedentes. Uma guerra pela retirada de poder da casta política que sempre dominou tudo desde a proclamação da República, no final de 1889.
Com efeito, durante toda a República o povo nunca participou ativamente de nada. Mesmo em 1964, período que todos adoram citar, ele, o povo, só foi até um certo momento; depois foi tirado de cena, como sempre foi feito.
Esses tempos atuais representam a primeira vez que o povo assume protagonismo de alguma ação política.
Não há democracia sem povo, e a vontade popular deve ser respeitada. Isso é um incontestável, e não admite refutação mesmo entre aqueles que pregam a “relativização da verdade”, na atitude orwelliana dos tempos atuais.
E assim, o povo despertou e enxergou que pode ser protagonista dos rumos do país, e não mais apenas sendo mantido com a obrigação de votar nas eleições, para alimentar o sistema com os cargos que têm que ser preenchidos na máquina pública.
Por outro lado, o povo também já enxergou que, aliado a esse protagonismo está o poder popular (que, aliás, é um dos postulados da Constituição da República, na expressão “todo o poder emana do povo”, constante do parágrafo único do artigo 1º da Carta). E aqui, nesse particular, entra em cena a questão do exercício do poder.
Olavo de Carvalho ensina que ter poder é se fazer obedecer; seja pelo convencimento ou seja pela força bruta. E diante do poder popular, a vontade da maioria tem que ser imposta. Não se pode ter medo de usar o verbo "impor", que no léxico significa tornar obrigatória, forçar-se a cumprir.
Assim é em uma democracia. Se a vontade da maioria não é obedecida, ela tem que ser imposta. Não há mal algum nisso, repito. Não se trata de ser "anti-democrático", trata-se justamente do inverso disso. Não se pode chamar de democracia a ideia de alguém impor a vontade popular da maioria frente à minoria. Viver em uma democracia é saber se resignar ante a vontade da maioria, caso seja minoria.
O povo saiu às ruas no dia 7 de setembro, na maior manifestação popular de toda a história do país, com, basicamente, três objetivos:
(i) estabelecer um marco temporal, fixando na história a data em que tudo começou, no despertar coletivo da população brasileira quanto à sua luta pela liberdade;
(ii) fazer um retrato para o mundo sobre o que vem acontecendo aqui, demonstrando à comunidade internacional o tamanho do movimento popular e a união de propósitos entre os brasileiros;
(iii) e demonstrar apoio ao Presidente da República, na sua luta em favor do povo contra o sistema oligárquico que escraviza o país, deixando claro que apoia e apoiará qualquer medida que ele venha tomar no sentido de impor a vontade popular da maioria sobre a minoria.
Esse é o panorama político em que nos encontramos. E aqui vou ao ponto principal desse meu texto. Não esperem resultados imediatos sobre o que o povo vem fazendo, daqueles de 24 ou até mesmo 48 horas, do tipo ultimato.
Temos que ter maturidade para saber conservar o que já conquistamos nesses últimos anos e avançar mais, com consistência.
Entendo o sentimento de impaciência e até frustração de alguns, que têm feito contato comigo, dizendo-se agoniados ante a demora do Presidente em "fazer o que tem que fazer". Na verdade, esse texto é mesmo endereçado a eles.
É realmente difícil, e entendo essas pessoas. Mas que saibam o seguinte: isso tudo que a minoria oligárquica que controla tudo faz para impedir a maioria do povo de tomar a frente nos destinos do país e garantir que o Presidente da República governe como deve governar é porque o Brasil é um país muito rico, mas muito rico mesmo, que mesmo com todas essas confusões e roubalheiras de sempre, funcionava relativamente bem, de acordo com a "teoria da graxa" que alguns juristas esquerdistas criaram para justificar as coisas erradas.
O sistema está em uma luta fratricida para se manter no poder e expelir o povo - representado por Jair Bolsonaro - do seu meio, tendo-o como um intruso, um invasor, uma “persona non grata” frente a essa casta oligárquica que controla tudo desde, repito, a proclamação da República.
Esse método de governar o país e de se tocar a máquina pública durou até o final de 2018, pois foi interrompido por Jair Bolsonaro.
E agora, em um português claro, não querem largar o osso e não permitem que se pare a engrenagem que os alimenta.
A pergunta que alguns fazer é: como agir, frente a isso tudo?
Respondo por mim, que sou apenas um homem comum. De minha parte estarei com o Presidente da República aonde ele estiver, pois reconheço na figura dele a nossa única chance, como brasileiros, de conseguir algum avanço no que almejamos para o país. E estarei também com todos os brasileiros que lutam pela melhoria das coisas e pela demolição desse sistema que nos escraviza a todos, mantendo-nos reféns de um sistema falido, maquiado sob a alcunha de “democracia”, mas que na verdade se traduz em uma DEMOFOBIA.
Não desanimo e nem me deixo levar pela emoção. Sei que todos nós nascemos nessa época para sairmos em defesa das coisas que amamos - e dentre elas está, em primeiro lugar, a liberdade. Tudo tem um propósito. A única diferença entre mim e você que lê isso aqui, os milhões que foram às ruas no dia 7, e Jair Bolsonaro, é que ele é Presidente da República e nós não.
De resto, ele é igual a nós todos, e deixá-lo de apoiar nas batalhas da GUERRA POLÍTICA significa o risco de nós perdermos o que já conquistamos, e retroceder àquele sistema que jamais podemos permitir que volte.
Devemos, por outro lado, continuar com a mesma demonstração de poder popular, com os mesmos discursos que temos usado, e sem retroceder um centímetro na nossa militância, até que enfim seja tomada alguma medida por parte do Presidente da República que garanta o cumprimento da vontade popular da maioria do povo.
É isso que penso sobre a situação do país e do nosso papel nisso tudo.