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Um cara como você!

Bem aventurados os que já não dormem!

Um cara como você!
Foto: Folha de São Paulo/ Reprodução
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Um cara como você


“Bolsonaro é um fraco, tio! Muito me admira um cara como você apoiar um imbecil
como ele!”
Por mais que o desabafo do meu jovem e iludido sobrinho pedisse longa e bem
fundamentada resposta, preferi o silêncio e a reflexão enquanto ele sorvia outro gole
da “ráinequen” gelada.
Chamar o presidente de imbecil virou esporte nacional, até mesmo nas trincheiras
radicais da direita menos afeita à ponderada reflexão.
A propósito, usarei o termo com cuidado neste breve artigo. Aqui, direita será tão
somente citada como referência ao que se opõe àquela turba insana que propõe o que
há de pior para nos governar.
De volta ao tosco desabafo, o que me fez calar nem foi o xingamento dirigido a
Bolsonaro. Foi a expressão “um cara como você”.
O que seria, no atual contexto político, um cara como eu?
Um cara como eu, sobreviveu a muitas excrescências políticas, econômicas,
emocionais.
Um cara como eu, enfrentou crises de toda sorte, sempre ouvindo que podia e ainda
pode ser pior.
Um cara como eu, já se viu sentado na areia da praia olhando a esmo procurando uma
saída antes mesmo de achar a entrada.
E acabei me dando conta de que existem muitos caras como eu por aí em busca de
paz.
Mas tudo nesta vida tem um preço, correto? Quanto custa, por exemplo, nossa
liberdade?
Quanto tem custado assistir linchamentos virtuais, de irmãos nossos, cujos crimes tão
somente se consolidaram mediante opinião verbalizada publicamente?
Dirão, alguns, que isso acontece porque o presidente é um arregão! “Não votei nele
para isso! Ele tem que meter o pé na porta! O Sete de Setembro não serviu para
nada!”
Cheguei tarde para dar meu ponto de vista. Milhares de textos tem brilhantemente
explicado o que inúmeros cegos de ocasião preferem não enxergar. Mas vamos lá.
Quem sabe ainda consigo contribuir para o farto banquete de idéias para o qual
fomos convidados?
Por que, afinal, Bolsonaro não faz o que precisa?
Tenho visto e ouvido repetidas vezes a mesma pergunta nas redes sociais; e também
nas ruas. Curiosamente, nenhum dos que perguntam, trazem respostas. Só indignação,
raiva, decepção, crítica vazia e, quando muito, uma resignação pacífica diante da força
maligna e sombria dos reais inimigos da Nação. 
Todos sabem quem são os reais opositores do governo, e, por tabela, da população,
que ainda guarda a salutar capacidade de se indignar perante os desmandos cada dia
mais atrevidos.
Sempre que posso, levo a essa gente um pouco de sensatez. Não que isso vá acalmálos, claro. Mas, pelo menos, ganho alguns segundos para me fazer ouvir.
Creiam, faz diferença. Aos poucos, percebo que, para eles, o que faltava era um
direcionamento eficaz para melhor emprego da energia que desperdiçam no afã de
compreenderem o que se passa no mundo.
Estão perdidos, acelerados, tensos e quase desesperados. Querem solução, querem
ação, querem o Brasil pacificado e próspero, da mesma forma que queremos. E por
que não há consenso quanto ao que se espera do chefe do Executivo?
Porque o imediatismo é péssimo conselheiro.
Há que se precaver sempre. O caos tem sido proposto pela escória do mundo faz
tempo. No Brasil não é diferente.
Os apaixonados, sensíveis aos apelos da emoção, ignoram o perigo de se tomar
atitudes intempestivas apenas para satisfazer as vontades de alguns poucos papagaios
militantes, costumeiramente de olho em gordas fatias de um bolo metafórico
recheado de complexas demandas.
Chutar o balde. Ou o pau da barraca. Meter o pé na porta. Ou nos traseiros da corja.
Chamar o cabo, o soldado, o general... Prender, fechar, destituir. Arrebentar. Tudo isso
faz parte do arsenal retórico dos arautos do fracasso político.
Sem política saudável, sem liberdade. Sem liberdade, sem vida. Sem vida, sem Pátria.
O mal vence. Perdemos todos.
Bolsonaro não está acuado apenas por togas e gravatas. Está acuado por todo um
sistema poderosíssimo que não preza o bem e a paz. E, mais do que ninguém, ele sabe
que haverá derramamento de sangue inocente, caso ceda aos apelos desses radicais
disfarçados de apoiadores.
Cair na armadilha, será entregar ao globalismo um país mergulhado no caos social,
desejo antigo da esquerda. Inúmeros pacificadores cairiam dos céus, como bondosos
anjos, prometendo arrumar a bagunça provocada pela imprudência. É muito Lúcifer
para um só Messias.
Um cara como eu, não pode se deixar levar pela emoção. Um cara como ele, também
não. Somos muitos espalhados pelos caminhos da Vida. Muitos são, também, os que
negam a realidade. Para estes, minhas preces.
Se ainda não perceberam o que tem a perder, eu digo: perderão a Liberdade. Desta,
não abro mão.
É por ela que lutamos diariamente. Mas nunca sozinhos! Unir forças parece ter
mudado de significado para boa parte da direita...
Bem aventurados os que já não dormem!

Anônimo C. 

FONTE/CRÉDITOS: O anônimo
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