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POLÍTICA X PRINCÍPIOS

Tudo é negociável politicamente?

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Um dos assuntos de maior interesse dos brasileiros atualmente é a política. Estamos em ano de Copa de Mundo e não vi até o momento em sequer uma roda de amigos, qualquer discussão sobre futebol. Confesso que isso me deixa esperançoso quanto ao futuro do país. Quanto mais politizado um povo, menos enganado ele será. O brasileiro está longe de compreender os meandros políticos, mas começou a se interessar e está se engajando em discussões cada vez mais calorosas e em campanhas. Pela primeira vez na história do país, em 07/09/2021, tivemos uma manifestação popular em apoio a um Presidente da República. Milhões de pessoas estiveram nas ruas pelo país todo e a pauta principal era a defesa das liberdades individuais. Não há como negar o que aconteceu nesse dia, foi histórico. E para aqueles que continuam não gostando ou pensando que política não se discute, lembro uma frase de Platão: “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”.

Política é a arte de negociar. O político no exercício de seu mandato precisa se aliar a outros para que seus projetos e suas pautas sejam aprovados. A negociação é interminável. Para Aristóteles, a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e a política propriamente dita, ou seja, se preocupa com a felicidade individual do homem e com a felicidade coletiva. Para Maquiavel, um bom governante precisa reunir algumas características fundamentais, como bondade, caridade, religiosidade e moralidade. E sua meta é a felicidade do povo. Quisera tivéssemos políticos com esse perfil, seríamos de fato, o melhor país do mundo.

O que vemos na classe política são pessoas capazes de tudo para manter o status quo, para se perpetuarem no poder, com interesses escusos sobre o bem público. Governantes que desviam verba da saúde pública em tempos de pandemia, que desviam verba da merenda escolar de crianças pobres, que preferem construir estádios de futebol à hospitais e se vangloriam disso. O balcão de negociações nunca é com interesse em melhorar a vida da população e sim da casta que está no poder. Tivemos inúmeros exemplos de corrupção no Brasil que deixariam qualquer quadrilha com inveja. Mensalão, Petrolão, Covidão são os casos mais recentes e de maior projeção midiática. Bilhões de reais jorraram dos bolsos dos brasileiros para os bolsos de políticos corruptos e empresários picaretas. Cada município do Brasil tem sua história de corrupção, sua quadrilha que já o assaltou, está assaltando ou ainda assaltará. A corrupção em nosso país é endêmica, eu aproveitaria a palavra do momento e a chamaria de pandêmica. Em todas as esferas existem agentes públicos e privados dispostos a saquear o erário.

Em 2018 elegemos um Presidente que veio para mudar esse cenário na esfera Federal. Até o presente momento são 3 anos de governo sem um caso sequer de corrupção. Não há sequer uma denúncia de desvios de recursos ou esquemas nos escalões mais próximos ao chefe do Executivo. O Brasil vem apresentando números excepcionais de recuperação econômica em meio a pandemia que assola o mundo. É um dos países que melhor lida com a crise na esfera econômica. No setor de infraestrutura vem passando por uma verdadeira revolução, e poderemos constatar se esse governo deixará sua marca na história em mais alguns anos, quando e se as obras forem realmente concluídas. No quesito saúde, somos o segundo país que mais vacina no mundo (não que isso signifique proteção ou contenção do vírus, mas até ontem, era o que a mídia do mundo inteiro cobrava dos governos), temos o SUS preparado e atendendo a todos que precisam e aprovamos o Marco do Saneamento Básico, medida fundamental e que irá nos possibilitar um salto quântico em obras estruturantes nesse segmento. Na cultura, o governo está dando um basta na torneira que jorrava dinheiro e financiava artistas de esquerda e comunistas no país. Transformou a gestão da Lei Rouanet, acabou com as fraudes e está colocando um fim no financiamento cultural da revolução gramsciana. No turismo, na pesca e em diversas outras áreas estão em andamento boas medidas que estão melhorando a vidas das pessoas.

Voltamos ao começo do artigo. Política é a arte de negociar. Sem negociação não se faz política. O Presidente foi obrigado a mexer em alguns Ministérios estratégicos por pressão da velha política, por pressão de negociações, ou seu governo iria parar. Ministérios da Educação, Relações Exteriores e Meio Ambiente. Eram três Ministros conservadores. Vinham desempenhando um papel fundamental, mexendo em um vespeiro de décadas, uma das frentes mais importante na luta contra a revolução gramsciana. Mas eram três pessoas que incomodavam o sistema, que não se dobravam a ele e que não negociavam com picaretas. Pessoas íntegras, sérias, comprometidas com o país e que até hoje, são as mais fiéis ao Presidente. Tiveram que ser trocadas para a continuidade do governo. Infelizmente regredimos muito, principalmente nos Ministérios da Educação e Relações Exteriores. Assunto para outro artigo.

A política é feita por políticos. Como eleitores, temos que nos permitir criticar esses políticos. Eles são eleitos para cumprirem o que prometeram em suas campanhas e para serem cobrados por nós. As pessoas têm que entender que cobrar ou tecer alguma crítica, não é retirar o apoio que outrora você deu a determinado candidato. Faz parte do jogo e é fundamental. Não elegemos reis, elegemos Presidentes, Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados e Vereadores. E eles tem cargos com prazo determinado. Se parte do eleitorado não está satisfeito com seu candidato, é justo que o cobre e prudente que ele escute, pois ele só está ocupando determinado cargo, porque aquelas pessoas também votaram nele.

Nem tudo é negociável politicamente. Para governar você precisar renunciar a certas premissas, mas quem faz parte do governo, e não está no papel de liderança, está certo em não renunciar as suas próprias premissas ou ideologias. Devemos entender o jogo e respeitar a todos.

Como eleitor, nunca renuncie às suas premissas.

Seus princípios são o que de fato você é.

Eles estão à venda?

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