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Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.

Soldado no quartel quer serviço. Quem é soldado afinal?

Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.
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"Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." - 1 Tessalonicenses 5:18

Começo a fazer esse texto ouvindo meus companheiros de livro, "Línguas de Fogo", obra idealizada por Dennys Andrade, na live desse domingo (05/07), que juntou 100 textos conservadores de alguns portais, dentre eles o Aliados Brasil Oficial, e o editou seguindo uma linha de assuntos, a exemplo do livro "O Mínimo", produzido com as obras de Olavo de Carvalho.

E no meio de tanta gente boa, escritores de verdade, pessoas habituadas a escrever e que certamente são talhadas para se comunicar dessa maneira, me aventurei pela necessidade e caí nesse grupo por generosidade. 

Sou uma pessoa que usa e abusa de ditados populares. Tenho por costume colocar sempre essas expressões nas minhas falas e, por consequência, em meus textos. Não sei avaliar se isso é algo bom, se isso mostra uma "pobreza de ideias" ou falta de qualidade na escrita, mas sei que essas expressões levam o recado direitinho para quem escuta ou lê.

Por conta disso coloquei a expressão "Soldado no quartel quer serviço" no subtítulo desse texto, seguido da pergunta: "Quem é soldado afinal?". Falamos o tempo todo que precisamos de ações, que estamos perdendo na guerra cultural, porém, o que cada um de nós faz para mudar isso?

Sempre repito sobre a guerra. Se tem uma coisa que a turma "da direita" fala sempre, indo das "tias do zap" aos "conservadores raíz" é que estamos em guerra. E sempre afirmo e questiono sobre quem de nós está disposto a fazer a guerra. Essa pergunta se encaixa em uma série de situações e para diferentes grupos de pessoas, indo dos nossos representantes eleitos a qualquer um de nós, "simples mortais".

Já fui um soldado que não queria serviço. Ou seja, era um mero "lobo-solitário". Daqueles que entrava na rede social, colocava as opiniões, os memes, brigava com o esquerdista que aparecia pela proa e deu. Vida que segue.

Ter compromisso com algo que só te dá trabalho é algo que, na maioria das vezes, fugimos como o "Diabo foge da cruz". E nem podemos criticar quem age assim. Quem tem uma vida, nos dias de hoje, que te permite horas de compromisso? Ainda mais se esse compromisso lhe der de brinde dor de cabeça? 

Mas um dia fui pego por bons argumentos e de coração amolecido, sem saber dizer não, resolvi colaborar com um grupo de pessoas e as consequências disso me trouxeram o Aliados, que me trouxeram as lives, o site e dentre tantas outras coisas, escrever. Afinal, o site precisava de conteúdo. Resumindo, topei o serviço lá atrás, virei um soldado e, com algum tempo, galguei patentes por bravura. Ou por brabeza, afinal, não faltaram brigas nesse caminho onde "há muito cacique pra pouco índio".

Cresci ouvindo de pessoas mais velhas que "onde não há ordem, não há progresso". O dito traz uma verdade sobre organização tão necessária para nós, "da direita". Ainda soldado, percebi a força de que quando organizados podemos muita coisa. Se a minoria organizada pode mais que a maioria desorganizada, imaginem essa maioria minimamente organizada? Tudo aquilo que sabemos e levamos para nossa vida profissional, quando trazido para a vida de militância e de trabalho pelo Brasil, dá um baita resultado. 

E organizados em nossa desorganização, sempre com dificuldades de encontrar soldados dispostos a serem soldados, fomos caminhando e continuamos em nossa marcha. Fazendo nossa guerra no nosso dia-a-dia, dentro das nossas realidades e possibilidades.

Não falo isso com o objetivo de auto-promoção ou querendo ditar regra. Na verdade, o que tento mostrar é que se até eu, um verdadeiro "zé ninguém", cercado de pessoas queridas, amadas, mas que também "são extraordinariamente comuns", e que resolveram comprar a ideia de também serem soldados nessa guerra, conseguimos algo. Todos podem chegar em algum lugar.

Quando se diz que "a palavra convence, mas o exemplo arrasta", sou obrigado a completar dizendo que ele também arrasa. Vendo tantos valorosos soldados, aprendendo com tantos que foram e são inspiração nesse cotidiano de lutas, vamos fazendo cada vez mais um pouquinho e contribuindo, ao nosso modo, para algo maior. E aqui minha homenagem ao Dennys Andrade pela coragem de ir lá e fazer. Ele arrasou.

Nada é simplório e fácil. Na caminhada surgem desvios e ciladas que podem nos levar ao fracasso. Tem briga, desânimo, inveja, decepções, prejuízo financeiro, tempo da nossa vida privada retirado das pessoas que amamos. Mas isso é sempre superado, no meu caso, não pelo reconhecimento público, o aumento de seguidores, coisas que envaidecem a maioria e é a primeira meta de muitos, que em sequência aspiram profissionalização e a busca por uma vida pública (o que não tem nada de errado nisso), mas sim, pela honestidade do propósito realizado. Estar contribuindo de fato, me dedicando, me doando e sabendo que para alguns isso faz uma enorme diferença.

Certa vez, ainda em 2019, antes do site e do canal existir, mas já com o Aliados organizado, recebi uma mensagem no whatsapp de uma senhora, chorando, agradecida por algo que eu falara num grupo do zap e que lhe trouxera paz de espírito e conforto. Aquela mensagem acalmara seu coração, aflito pelas notícias sensacionalistas e, por que não, terroristas sobre o futuro do nosso Presidente. Não há dinheiro que pague fazer o bem a alguém. E  ali percebi o quanto podemos fazer e a responsabilidade que temos quando nos propomos a algo mais sério.

Talvez essa seja a explicação para aquilo que vejo como generosidade de Deus para comigo. Essa caminhada me fez passar por cobras e lobos. Muitas vezes eu mesmo me coloquei em apuros, fui imprevidente. Faz parte da jornada do aprender que é eterna. Decepções sempre surgirão, afinal a cada dia se revelam alguns "sepulcros caiados" nessa direita esquerdista do Brasil. Isso me faz perceber que o perigo em perder o foco ou de me deixar levar por coisas menores, por parte de pessoas menores, está sempre à espreita. Nessas adversidades, impossível muitas vezes não se lembrar do memorável video do Enéas Carneiro: "Inteligência é diferente de cultura". Dos mais intelectuais aos menos estudados, uma gama grande de pessoas ainda cede ao apequenamento de suas almas.

Mas a caminhada me fez encontrar e dar as mãos para pessoas boas, fiéis, companheiras e muito melhores do que eu em vários aspectos. Muitas vezes não precisamos ser melhores amigos, muitas vezes mal falamos, mas o sentimento é genuíno de carinho e admiração. Portanto, em todas partes da jornada surgiram pessoas certas para momentos certos. Amigos verdadeiros, pessoas admiráveis e continuamos a construir lembranças que ficarão para toda uma vida.

E vejam só, tudo isso se deu porque eu criei coragem e resolvi ser um humilde soldado colaborativo, aceitar ordens e me doar. E quando o batalhão em que eu estava se perdeu e um campo de batalha novo surgiu eu não fugi da luta. Ajudando e ajudado, resolvi organizar a tropa. Portanto, resolvi me colocar a disposição de algo para efetivamente colaborar nesse momento do nosso Brasil.

Certamente quando, em algum momento da vida, alguém disse para mim, "Deus lhe pague", em agradecimento por algum gesto trivial de boa educação ou por um ato de simplicidade, papai do céu resolveu pagar dessa forma incrível. Ele deu a chance de colher os melhores frutos de semeaduras despretenciosas.

Achei que fazia pelo país e vejo que toda dedicação, caridade e sinceridade no propósito se reverteu em algo positivo para mim. E hoje, quem diria, a livraria do Professor Olavo de Carvallho vende um livro que tem dois textos meus, e tem mais doze textos de autores diversos que, tendo o espaço aberto e disponível, escrevem para o site que idealizei e mantenho com muito carinho, apesar das dificuldades, mas com o esforço e com ajuda de pessoas especiais.

Impossível não encerrar com a frase que está no título, de Jean Cocteau. "Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez." Sim, sob às graças e permissão de Deus, como instrumento dele, eu fiz. Obrigado Senhor.

E você? O que você pode fazer por você achando que está fazendo somente pelo Brasil?



 

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